Meu pai fala cada m*rda
Quem nunca ouviu uma frase inusitada do próprio pai? Pois é, o meu tinha um talento especial para soltar cada pérola… ou melhor, cada m*rda. Este é um tributo àquelas expressões que marcaram a infância e ainda rendem boas risadas.
Lembro de uma vez em que estávamos no trânsito e ele simplesmente gritou: “Esse trânsito é mais lento que uma lesma lendo poesia!” Não, não fazia sentido, mas era inesquecível.
Outra cena clássica era na hora de consertar algo em casa: “Isso não está nem f*dendo! Me passa o martelo.” Dito e feito. E quando eu tirava notas baixas na escola: “Estudar é que nem escovar os dentes: se não fizer direito, fede!”
Eu nunca vou esquecer o dia em que ele resolveu “ajudar” com a lição de matemática: “Isso é mais fácil que chutar cachorro morto! Vamos lá, 2+2? Seu primo faz com os dedos, você faz com a cabeça!” (E não, ele não ajudou nada.)
Ele também tinha opiniões fortes sobre livros. Certa vez, viu um best-seller na minha estante e comentou: “Isso aí é mais enrolado que cobra em dia de chuva. Lê isso não, filho.”
Sua definição de sono era peculiar: “Dormir é que nem ler livro chato: você apaga antes de acabar o primeiro capítulo.”
E não posso esquecer da vez em que ele criticou o churrasco do vizinho: “Isso não é carne, é sola de sapato! Cadê o sal?” Minha mãe só revirava os olhos.
Com o tempo, percebi que, por trás do linguajar pesado, meu pai só queria preparar a gente para a vida. Suas frases, mesmo as mais absurdas, carregavam uma sabedoria peculiar e muito amor.
Hoje, sempre que ouço alguém falar uma m*rda qualquer, lembro do meu velho. Sinto falta das suas pérolas. Quem dera ele estivesse aqui para mais uma.
E aí, o seu pai também fala cada m*rda? Compartilhe com a gente — afinal, como ele mesmo dizia: “Rir é o melhor remédio, mas se não funcionar, chora que passa.”